A Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, ABRAPEE, conforme seu Estatuto, “tem como finalidade incentivar o crescimento da ciência e da profissão de psicóloga/o escolar e educacional, como um meio de promover o bem-estar e o desenvolvimento humano, enfocando para isso o processo educacional no seu sentido mais amplo.” Em meio às ações visando essa finalidade, reafirma os princípios que a orientam, conforme consta em seu Estatuto, no Art. 13: “No desenvolvimento de suas atividades, a ABRAPEE observará os princípios da participação democrática, da liberdade e da justiça social”.
Ao longo de sua trajetória, desde 1990, a ABRAPEE vem marcando seu compromisso com esses princípios, com atenção à Educação e às Psicologia Escolar brasileira, latino-americana e caribenha, o que a leva ao presente posicionamento público.
Este posicionamento parte de um princípio estruturante do direito internacional contemporâneo: a soberania nacional e a autodeterminação dos povos, consagradas na Carta da ONU (Arts. 1º e 2º), que deve orientar a vida em sociedade. Por ele, intervenções externas de uns países sobre outros, que não estejam amparadas por consenso multilateral ou por mecanismos jurídicos internacionais reconhecidos, não devem ser aceitas e nem reconhecidas como legítimas; antes, devem ser condenadas.
Ao se reconhecer a ilegitimidade do processo eleitoral venezuelano e tantas outras problemáticas que penalizam o povo desse país, é preciso, também, condenar a invasão por uma potência estrangeira (EUA), e tudo o que a antecedeu e a sucedeu, declaradamente associada a interesses geopolíticos e econômicos sobre a Venezuela.
A ABRAPEE, assim como diferentes associações acadêmico-científicas e profissionais brasileiras, se posiciona em defesa das soberanias nacionais – no caso, dos países da América Latina e Caribe. Também se posiciona em defesa da não violação de princípios democráticos nos âmbitos internos e da política internacional contemporânea.
ABRAPEE, São Paulo, 08 de janeiro de 2026.